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“... quem nos bate à porta, perdido, abandonado, doente, em auto destruição, excluído, siga o caminho natural do ser humano: se realize, seja parte do todo que é a sociedade...”
Sustentabilidade Económica/Financeira

As Instituições como a AANP são procuradas como centros de recursos para ajudar a resolver os problemas dos cidadãos que por si só não conseguem a desejável integração na social.

Fiel à sua missão, a Associação dos Albergues Nocturnos do Porto (AANP) produz bens públicos, isto é, contribui para minorar a pobreza e a exclusão social das pessoas mais desfavorecidas da nossa sociedade.

O problema destes bens está na impossibilidade de instituir um mecanismo de preço para cobrar a quem quiser consumi-los e, assim, arrecadar receitas que viabilizem a sua produção. Esta é uma característica que implica que opere estruturalmente em situação de prejuízo financeiro, uma vez que serve pessoas em situação de extrema precariedade, sem meios próprios para assegurar as necessidades mais básicas de sobrevivência e dignidade humanas, que, doutro modo, seriam excluídos do acesso aos serviços disponibilizados.

Por isso, os escassos recursos destas Instituições para fazer face às situações de exclusão são assegurados sobretudo através das comparticipações do Estado realizadas no âmbito de acordos realizados entre este e as organizações do 3º Sector e também, em proporções menores, pelos valores resultantes das quotas e donativos de sócios e benfeitores, que ao abrigo do seu elevado sentido de responsabilidade social continuam a amparar financeiramente estas Instituições.

Desta forma, o funcionamento das respostas sociais da AANP, à imagem do que acontece com a generalidade das Instituições do 3º Sector, tem vindo ser suportado financeiramente através de comparticipações de entidades públicas, especificamente do Instituto de Segurança Social, I.P.(ISS,IP), cujo montante de comparticipação permite fazer face ao equivalente a cerca de 70% das despesas de funcionamento corrente das respostas sociais da AANP, e por intermédio de donativos de benfeitores institucionais e de pessoas em nome individual, que permitem colmatar os restantes 30% da despesa corrente.

Sendo por norma escassos, os recursos tornam-se ainda mais minguados em épocas de grave crise socioeconómica como a que actualmente afecta transversalmente a sociedade portuguesa e de todos os países ocidentais.

De facto, a continuidade dos serviços disponibilizados pela AANP encontra-se seriamente comprometida devido, por um lado, à significativa redução nos últimos tempos das receitas provenientes das quotas dos associados e dos donativos de benfeitores e, por outro, à expectável diminuição das verbas das comparticipações que o Estado ainda continua a destinar às Instituições do 3º sector.

Perante este cenário de grande incerteza quanto ao futuro e numa linha de antecipação ao quadro de insustentabilidade económica das Instituições Sociais, acelerado e exacerbado por via da gravíssima crise socioeconómica que nos afecta, a AANP, imbuída do seu habitual espírito proactivo, decidiu partir em busca de alternativas de autofinanciamento que possam garantir, mesmo num quadro de absoluta restrição das verbas provindas das fontes de financiamento tradicionais, a qualidade e dimensão das suas respostas sociais.

Assumindo assim que a Sustentabilidade Económica representa a viabilidade das organizações e das suas actividades a AANP, seguindo uma linha de completa inovação e empreendedorismo social, desenvolve um conjunto de iniciativas/projectos, que assentam numa dinâmica de gestão aproximada do modelo de gestão empresarial, através dos quais pretende diversificar as suas fontes de financiamento e reduzir o elevado nível de dependência das comparticipações públicas e das contribuições voluntárias privadas, sejam estas em dinheiro ou em espécie.

Enfim, é um imperativo encontrar novas formas de autofinanciamento por forma a precaver quer as previsíveis reduções de comparticipações do Estado às organizações do Terceiro Sector quer ainda as diminuições do número de sócios e benfeitores – particulares e empresas – originadas sobretudo pela grave crise socioeconómica que a todos atinge e que tem reflexos na quebra dos valores relativos a quotas e donativos.

A Lojinha é um espaço de venda, situado no edifício da sede, na Rua Mártires da Liberdade, n.º 237. Aqui são vendidos, a preços simbólicos, os designados objetos “inúteis”, pois são peças doadas à instituição, mas que não têm utilidade para os utentes ou para o bom funcionamento da resposta social. Falamos, por exemplo, de peças decorativas, roupas de criança, mobiliário diverso, entre outras coisas. Mais recentemente, colocam-se também à venda os produtos construídos/desenvolvidos pelos utentes da AANP nas diversas actividades dinamizadas no âmbito do Serviço de Reabilitação e Reinserção Social pelo atelier ocupacional - Alberg’Art.

No âmbito da intervenção do Serviço de Reinserção e Reabilitação Social, são desenvolvidas diversas actividades do atelier ocupacional (escultura, lavores, expressão plástica,…) das quais resultam peças artísticas, decorativas e outros produtos que são colocadas à venda. Como referido, um dos pontos de venda é a Lojinha, outro são todas as festas tradicionais da cidade, através da montagem de “barraquinha na rua”.
Ainda no âmbito do atelier, uma das actividades é a “Agricultura Biológica”. Trata-se de uma actividade em que há complementaridade entre os bens e serviços produzidos pela organização e o que pode ser feito pelos utentes, na óptica do desenvolvimento de competências relacionais e profissionais capazes de lhes fornecer um ambiente semelhante ao da relação laboral. Além da prossecução deste objectivo terapêutico, procura-se também através da produção agrícola minimizar os custos do Serviço de Alimentação relacionados com a aquisição de géneros alimentares – hortícolas e frutícolas.

Entre essas iniciativas/projectos destacam-se a Lojinha , o Ateliê Ocupacional - ALBERG’ART.

Para além destas, outra forma de inovar que começa a ter relevância para a actividade das Instituições do 3º Sector é a produção conjunta de um bem público e de bens ou serviços privados. Com efeito, conjuntamente com o bem público de minoração da pobreza e a exclusão social, uma instituição social pode produzir um tipo de serviço privado que tem um comprador capaz de proporcionar à mesma excedentes. Não se está aqui a falar dos serviços que a instituição presta aos seus utentes, ou seja, os cuidados que presta às pessoas Sem-Abrigo. Fala-se, isso sim, da produção, transformação e comercialização de um qualquer produto ou bem. Assim, surge o Projeto Cogumelo Solidário.


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